Nossa, quanto tempo eu não passo aqui. Mas como eu criei um novo blog com as minhas amigas - que é sobre resenhas e comentários dos livros q lemos -, (esse aqui, caso haja algum interesse: http://www.tracasdelivros.blogspot.com/ . aahm eu sou a Bree la, oks ) resolvi arrumar o template desse aqui. Ficou bem melhor, não?
Enfim, como estamos todos em um clima "volta as aulas", eu estava lembrando hoje algo que aconteceu comigo no fim do ano passado. Na escola, claro.
Bom, eu nunca fui uma pessoa que fugisse da escola para matar aula. Na verdade, eu sempre tive muito medo de que se fizesse isso, seria pega e seila, expulsa? Só sei que nunca tive tanta coragem para matar aula/fugir da escola (ok, eu já matei aula de educação física algumas vezes, mas isso nem é considerado aula mesmo.). Mas acabou que aconteceu.
Não lembro exatamente que dia aconteceu isso, mas sei que foi no final do terceiro bimestre, mais ou menos, e num dia inútil, que as pessoas só iam para pegar as notas, ou quem tivesse em recuperação, para aulas de recuperação. Então, só eu e uma amiga, que iremos chamar de Debbie (tadinha, é viciada em Dexter), que aparecemos na escola naquele dia. Somos alunas muito exemplares (não), e nosso currículo é quase sem faltas nenhuma (isso é verdade). Bom, depois de pegarmos as nossas notas, estávamos liberadas para ir embora, mas como o laboratório de computação (não sei porque chamam de laboratório, é só a sala em que ficam os computadores, não fazem nenhum tipo de experiência por lá. Eu acho) estava aberto, ficamos de bobeira lá mesmo. Depois de alguns minutos, resolvemos ir embora, pois não tinha mais nada para fazer. Mas quando chegamos ao portão, a tia que estava cuidando para ninguém fugir, disse que a gente não podia ir embora.
- Como não? - eu disse. - A gente não esta de recuperação.
Ai ela respondeu:
- Pode ser, mas vai ter um evento sobre gravidez e doenças sexualmente transmissíveis aqui, e como todo mundo esta indo embora, quem ficou ja era. Estamos prendendo as pessoas, se não vai ficar vazio. Então é melhor irem indo pegar um lugar para sentar.
FUUUUUUUUUUUU, foi só o que eu e Debbie pensamos na hora. Porque a gente não saiu antes como todo mundo? Ah, claro, porque a gente era idiota. Ficamos inconformadas, e decidimos não assistir ao evento só de birra. Fomos para as pedras (é um lugar bem no barranco, entre as arvores da escola. Sim, nossa escola era um sitio. Mas calma, eu não moro na roça ou algo do tipo não, ok. Tem quadra, cantina, e tudo mais. Fica no meio da cidade e tudo. Então não me julgue mal.), e ficamos escondidas por lá. O fato é que atrás das pedras, tem uma cerca de arame farpado, que nem é tão alta, e atrás da cerca, é uma rua que passa por tras da escola. Bom, tem até um lugar bem mais baixo na cerca, que era a rota de fuga para muitos alunos. Eu e Debbie nos entreolhamos, e cada uma estava com um ar de "Porque não?" para a outra. E era mesmo. Porque não? A gente não ia perder uma aula de matemática, ou alguma coisa do tipo. Então concordamos que iriamos pular aquela maldita certa. Ok, certo, mas como? Ela era baixa, sim, mas não tão baixa. Você teria que dar um pulinho, mas aquilo dava muito medo, porque a cerca era, bem... DE ARAME FARPADO! Depois e muita discussão, Debbie foi a escolhida para tentar primeiro. Eu fiquei vigiando, morrendo de medo de alguém perceber o que a gente estava fazendo. A diretora resolveu que era uma boa hora para ficar passeando pelo pátio, então tivemos que adiar alguns minutos a nossa missão. Quando ela foi embora, declarei que era a minha vez de tentar. E não consegui também. Depois de um tempo, eu e Debbie vimos uns garotos do primeiro ano pularem o MURO do outro lado da escola, só que o MURO era MUITO mais alto que a cerca, e o MURO dava para um condomínio. Aquilo seria meio que... hm, invasão, não é? Mas acho que eles não estavam dando a mínima. Ficamos observando a escapatória deles, que terminou com sucesso, e imediatamente fiquei com vergonha por nós duas não conseguirmos pular uma cerca ridícula. Bom, depois de mais alguns minutos, um colega da nossa turma, apareceu, declarando que iria fugir também. A gente contou que não conseguia pular a cerca, e ele disse "É fácil, olha só". Pediu para eu segurar a mochila dele, e pulou. Pulou! Fácil assim. Depois pegou a mochila, e saiu correndo rumo a liberdade. O invejamos muito naquele momento. Bom, tentamos até fazer uma escadinha de mochilas para poder ficarmos mais altas, mas não funcionou. É, desistimos. Ficamos encostadas em uma arvore perto da cerca, chorando a nossa derrota. Mas então, algo inesperado aconteceu. Debbie resolveu tentar novamente, e a tia, que tinha nos negado a saída pelo portão mais cedo, passou pelo pátio naquele exato momento. Ela viu claramente nossas intenções para com a cerca, e ao invés de dizer "Vocês duas, saem já dai!", ela simplesmente disse "Olha, se vocês conseguirem pular ai, podem ir embora." COMO ASSIM? A TIA ESTAVA ENCORAJANDO A GENTE A FUGIR DA ESCOLA? E mais, estava TÃO na cara que a gente queria pular aquela MALDITA cerca?! É, acho que estava sim. Ficamos humilhadas de tal maneira, que agora era questão de honra pularmos aquela cerca (que ironia essa frase). Achei um pedaço de madeira jogado no chão, e resolvi que aquilo seria a minha "almofada". Coloquei ele em cima da cerca, assim poderia sentar nele sem me machucar, e passar as duas pernas para o outro lado. Devo dizer que depois de uns minutos, eu FINALMENTE consegui. Debbie foi logo depois, mas quando ela estava passando, a madeira escorregou, e eu, num reflexo de segurar a madeira, enfiei o mãozão no arame, e digo para vocês, estou com a cicatriz no dedão até hoje. É, conseguimos depois de muito esforço, suor, e dedicação fugir da escola. Não foi fácil, mas missão comprida. Pulamos a cerca e fomos rumo a liberdade. E ainda me orgulhei do machucado, dizendo para todos a quem contava essa historia que ele era um "Machucado de guerra".
Bom, eu resolvi contar isso tudo aqui, porque esse dia ficou marcado em minha memória. E em meu dedão também.

Nenhum comentário:
Postar um comentário